domingo, 14 de abril de 2013

Escrivão Federal é exemplo de dignidade na política.

Presidente da Câmara Municipal de Cascavel, Marcio Pacheco.


O Escrivão de Polícia Federal Marcio Pacheco, Vereador e presidente da Câmara Municipal de Cascavel, no Paraná, é tema de editorial pela sua atuação à frente do legislativo local. A honestidade, a firmeza de caráter, a obstinação em atuar com correção, a transparência e a austeridade no trato com os recursos públicos tem chamado a atenção da população de Cascavel.

"Fé, consciência e dignidade são palavras de ordem para mim, assim: Deus, minha família, minha saúde, meus amigos e minha dignidade precedem a tudo o mais na minha vida", disse Marcio Pacheco, ao explicar a sua conduta.

Veja o editorial a seguir.

O novo cavaleiro da esperança

Osmar Lautenschleiger
www.jhoje.com.br

A Polícia Federal tem demonstrado, nos últimos anos, que ainda é possível acreditar em algumas instituições públicas neste País. Graças ao trabalho da PF, quadrilhas foram desmanteladas, escândalos financeiros e de desvio de dinheiro público vieram à tona, homens poderosos foram parar atrás das grades. Só alguns exemplos: operação caixa de pandora (mensalinho de Brasília), operação sanguessuga (desvio de ambulâncias), Operação Hurricane (venda de sentenças) e por aí afora. São ações de impacto, que colocam a Polícia Federal na vitrine da credibilidade e do múnus público.

Em Cascavel, em que pese com pouco tempo de atuação e pouco efetivo, a Polícia Federal não fica fora dessa admiração pública, com diversas apreensões de drogas e armas e prisões de traficantes e contrabandistas. Mas a grande contribuição da corporação governamental de segurança para com a sociedade de Cascavel foi, sem dúvida, o ingresso de seu paladino Márcio Pacheco no âmbito do Poder Legislativo municipal.

Com o mesmo ardor com que defendia, na polícia, a integridade física e moral dos cidadãos, Márcio Pacheco, agora com nova roupagem (literalmente também), com um novo desafio de zelar não somente pela segurança dos direitos e garantias fundamentais das pessoas, mas pela democracia, pela cidadania e pela moralidade pública, assumiu com garras e dentes não só a função de vereador mas galgou já em seu primeiro mandato à posição mais nobre e mais respeitável de uma casa de leis.

E o guerreiro e dedicado policial, agora presidente da Câmara de Vereadores, arrastou para junto de sua nova morada cívica os princípios norteadores da instituição da qual se licenciou, a saber: a lealdade, a honestidade, a retidão de caráter, a postura ética e moral. Em dois meses e pouco de presidência, Pacheco já fez mais por nossa sociedade cascavelense do que os últimos 3 ou 4 presidentes juntos: extinguiu cargos totalmente desnecessários, afastou funcionários para investigá-los, anunciou corte em gratificações nababescas, enfrentou pressões de toda a ordem para readmitir servidores afastados. E manteve-se impoluto.

Sem deixar um minuto sequer que lhe escapassem das mãos as rédeas da ordem, da ética e do bom senso, tendo sempre por foco os interesses da coletividade, o presidente deu, na sessão da última terça-feira, mais uma demonstração de probidade, de equilíbrio, e principalmente de coragem, ao não permitir que mais uma vez uma CPI se transformasse em uma insossa pizza de chuchu - sem sabor e sem cumprir efetivamente o seu papel - assumindo para si a decisão de interpretar o regimento interno da Câmara a favor da democracia, a bem dos interesses da população e dos direitos das minorias.

É por isso leitor que não me acanho de comparar o edil-mor de Cascavel ao “cavaleiro da esperança” Luiz Carlos Prestes, que na década de 20 do século passado enfrentou a corrupção, os espoliadores, os interesses do imperialismo, para defender a liberdade e a dignidade de seu povo, sem se vender, sem se curvar aos poderosos, sempre se renovando na coragem e nos princípios morais.

Márcio Pacheco, com seu espírito retilíneo, muito bem moldado no seio da Polícia Federal, nos traz a certeza de que, apesar de todos os escândalos que nos últimos tempos envolveram a instituição “Câmara de Vereadores”, ainda nos resta a “esperança”, sob a batuta do seu novo “cavaleiro”.

Osmar Lautenschleiger Júnior é advogado e diretor de Jornalismo da Rádio Globo.


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